2014-07-11

Jardim de conversa



2014-06-27

2014-1 História da Língua Portuguesa, resultados

MATRI ME NOME
310388 8,5 ANA LAURA BARBOSA RODRIGUES
321665 10,0 ANA MARIA LANDIM FELIX
340053 8,0 ANDRESSA BONIFACIO DE OLIVEIRA
325598 8,5 HANNA MARIA RAMOS SILVA
310400 9,0 JESSIKA DA SILVA ANASTACIO
324576 8,5 JULIANA DE SOUSA BRITO
355420 7,0 KAREN BERNARDO VIANA
350830 7,5 MARCELA AMANDA SILVA FERNANDES
310385 8,0 MARISA MARISSON DE O. ALMEIDA
350838 7,5 MIRLANE RAFAEL BRAGA
355430 8,0 PHILIPE RENNE DE FREITAS SEREJO
287594 7,0 SAMARA SILVA MONTEIRO

Situações finais: A (7 a 10), B (5 a 6,9), F (mais de 16 faltas), R (0,0 a 4,9
Telefones e e-mail: 8945-1812, 9627-3634, uapalavra@gmail.com

2013-04-23

Análise sintática para LPFrase em 2014-1, módulo 2

Tente analisar as frases do trecho de Uns braços, de Machado de Assis que está transcrito abaixo. Começe da primeira linha, tentando classificar cada unidade. Por exemplo, em "chegava a casa", teríamos:
1. certo tipo de período, contendo duas orações, que devem ser classificadas;
2. na primeira oração, um Su e um Pd (classifique-os);
3. no predicado, um núcleo, "chegava", que é verbo _ _ _ _ _ _... e o sintagma "a casa" (qual é sua função sintática com relação ao verbo?);
4. "a" e "casa" também são unidades sintáticas; quais seriam as classficações tradicionais para elas?
Continue com a segunda oração do período e, depois, vá além até onde puder.
Anote suas dúvidas! Prepare-se, com suas anotações, para relatar a experiência de tentar essa análise.

Utilize as abreviaturas sugeridas no quadro sobre terminologia de sintaxe que você pode baixado e impresso deste endereço.
https://docs.google.com/document/d/1roS8uGSC7TJ-ONWIrFFYSPgRjm05THJFetdaNNsmvRg/edit?usp=sharing

Chegava a casa e não se ia embora. Os braços de D. Severina fechavam-lhe um parêntesis no meio do longo e fastidioso período da vida que levava, e essa oração intercalada trazia uma idéia original e profunda, inventada pelo céu unicamente para ele. Deixava-se estar e ia andando. Afinal, porém, teve de sair, e para nunca mais; eis aqui como e porquê.
D. Severina tratava-o desde alguns dias com benignidade. A rudeza da voz parecia acabada, e havia mais do que brandura, havia desvelo e carinho. Um dia recomendava-lhe que não apanhasse ar, outro que não bebesse água fria depois do café quente, conselhos, lembranças, cuidados de amiga e mãe, que lhe lançaram na alma ainda maior inquietação e confusão. Inácio chegou ao extremo de confiança de rir um dia à mesa, cousa que jamais fizera; e o solicitador não o tratou mal dessa vez, porque era ele que contava um caso engraçado, e ninguém pune a outro pelo aplauso que recebe. Foi então que D. Severina viu que a boca do mocinho, graciosa estando calada, não o era menos quando ria.

Recomendamos também que leia o conto todo em:
https://docs.google.com/document/d/1pGy-29vPEgm8X9cC0I7Ythqbh2rqRkP3Kbk3rKrx9t0/edit?usp=sharing

2012-04-12

Tarefa para alunos de História da Língua Portuguesa no 2012-1

Construa, em conjunto de 3, 2 ou 1 aluno(s) um quadro com:
  • datas;
  • acontecimentos importantes na história interna do latim, do português, dos crioulos, de pelo menos mais uma língua (a ser comparada com o português);
  • acontecimentos históricos que podem ser importantes para os de história interna (políticos, por exemplo).
Indique, abreviadamente no quadro e por inteiro abaixo do quadro, as fontes do que você informa.
Os nomes completos dos participantes deve estar no início do trabalho (cabeçalho), um abaixo do outro, em ordem alfabética.
O trabalho pode ser anexado ou colado em mensagem e não precisa de capa.
2012-04-12

alber 8752-0722 ou 9627-3634

2011-12-23

* natal

vivam
os reis
que olham estrelas
chegam perto de jumentinhos e vaquinhas
e crianças sem leito

2009-11-30

Português para Estrangeiros: INSTRUMENTAL?

Publico pergunta e resposta a aluna nossa de TPLE, sobre PORTUGUÊS INSTRUMENTAL. De fato desvio-me bastante, tangencio.

2009/11/28 lisieux bevilaqua
Professor Alber, aqui é Lisieux Beviláqua, sua aluna de Tópicos do Português como Língua Estrangeira. Andei pesquisando pela internet o que seria interessante para o assunto Português Instrumental e consegui o material abaixo. Você poderia comentar na aula de quinta-feira (dia 03/11) sobre ele ?

Português Instrumental

Esta é uma ferramenta que ajuda o estudante estrangeiro a compreender e a dominar o idioma, colocando ordem nas relações entre quem escreve e quem lê, facilitando a compreensão mais rápida.

Primeiramente, são apresentados aspectos referentes à Comunicação (Fonte/ Emissor, Mensagem/Recebedor, Destino, Canal, Ruído, Redundância, Linguagem/Língua/Fala, Diferença entre Língua Falada e Língua Escrita, Textos que exemplificam os níveis de língua, Denotação e Conotação, Variações da palavra no contexto, Homonímia / Polissemia/Palavras semelhantes na grafia e na pronúncia - Parônimos), ao Estilo (Comparando textos: Bula farmacêutica, Receita culinária, Poesia, Crônica literária, Notícias : Esportiva, Policial, Política, Carta Comercial, etc., Estilo com relação ao contexto, Estilo literário e não literário, Qualidades do Estilo/ Harmonia/ Clareza/Concisão), à Frase (Estrutura e Conceito de frase, Oração, Tipos de frase, Tipos de Classificação Frasal), ao Parágrafo(Apresentação, Divisão, Exercícios) e ao Discurso (Discurso direto, Discurso indireto, Discurso indireto livre ou semi-indireto, Textos com diferentes discursos), fornecendo ao estudante um completo embasamento teórico-prático para a comunicação escrita.

Apresentar o Português Técnico e Profissionalizante: abaixo-assinado, ata, atestado, atos administrativos, carta comercial e oficial, circular, contrato, curriculum vitae, declaração, memorando, monografia, ofício, procuração, relatório, requerimento, etc.

Abordar tópicos gramaticais, que esclareçam dúvidas comuns da Língua Portuguesa : São expostos estudos sobre Fonologia (Letra/Fonema, Vogais/Consoantes/ Semivogais, Encontros Vocálicos/Consonantais, Dígrafos/Dífonos, Separação de sílabas), Notações Léxicas (acentuação, crase, ortografia, pontuação, hífen, concordância, regência, verbos, uso dos "porquês", estrangeirismos, abreviações, etc.) e As dificuldades mais freqüentes da língua ( A fim ou afim, ao encontro ou de encontro a, entre eu e tu ou entre mim e ti, enfim ou em fim, haver ou ter, etc.).

Dar destaque à Redação e seus ângulos: descrição, narração e dissertação.

Obrigada pela atenção.

Bom, Lisieux, isso é uma espécie de curso de tudo de língua portuguesa...

Em vez de ser um curso comum de língua, com as coisas sendo aprendidas lentamente comunicação, ou um curso com os conhecimentos apresentados durante muito tempo, o aluno veria essas coisas meio teóricas e se valeria dos conhecimentos para adivinhar o que há nos textos em português.

Eu diria que os instrumentais são desinados a prover os alunos de conhecimentos que facilitem descobrir da melhor maneira possível os sentidos, sem terem frequentado os cursos comuns, e que não estão podendo frequentar. Sou suspeito para falar do assunto, porque sempre tive preconceito contra isso. Acho inglês instrumental um curso "desidratado", privado de história e cultura, de situação comunicativa, de fonologia...

Ocorreu-me naquela última aula que os cursos "instrumentais" deveriam levar mais em conta as línguas nativas ou conhecidas dos alunos.

Pensemos nas distâncias entre essas línguas e o português:
- espanhol - italiano - francês (neolatinas, como a nossa);
- inglês (germânica neolatinizada, onipresente em lojas, produtos...);
- alemão, holandês, dinamarquês, sueco (não-latina, mas indoeuropéias, com muitas palavras de uso internacional);
- russo, polonês, tcheco (ainda indoeuropéas, mas pouco conhecidas entre nós).
Agora pense em línguas não-indo-européias como:
- árabe, hebráico, que, de certa forma, como todas as acima, são FLEXIVAS
Pense, finalmente, em línguas não-indoeuropéias, com menos possibilidade de conterem palavras de uso internacional, e não flexivas...

O japonês, por exemplo, tem estrutura muito diferente. Parte dos adjetivos tem indicações de tempo, em vez de preposições tem posposições. O basco tem o radical do verbo depois do tópico, e uma espécie de auxiliar no fim da frase, que indica tempo, modo... O guarani tem pronomes pessoais que mudam para indicar a classe (conjugação) do verbo, sufixo indicando "passado" de substantivos (algo que foi alguma coisa).

Línguas como o o finlandês são AGLUTINANTES. Coisas que dizemos com vocábuols à parte, são simples morfemas acrescentados aos radicais. Um exemplo clássico é 'em nossas casas', que seria traduzido como:
Taloissanne = talo (casa) + -i- (plural) + -ssa- (localização sem movimento) + -nne (referência a inclusão do enunciador e mais alguém) (casa-plural-em-nosso).

O pior seriam línguas indígenas como as do grupo sálico (creio, em inglês "salish"), com aglutinação estrutura fonológica que parece ter séries de mais de oito consoantes sem vogal...

Bom, entre o que o trecho citado por você chama "instrumental", o que comumente chamam aqui instrumental e o que eu digo acima vai grande diferença. Mas o que eu disse faz sentido.

Por exemplo, para o espanhol e outras línguas românicas ou o inglês, faz sentido dar ajuda ao estudante mostrando certas regularidades e correspondências entre as línguas. Veja:
- orelha - oreja - oreille (aurîcula), olho - ojo - occhio (oculum);
- chuva - lluvia (ll = lh) - pioggia (PLuvia), chave - llave - chiave (chi = ki) (CLave);
- casa - chez (em casa de), cavalo - cheval, capítulo - chapitre (port / fr).

Paro por aqui por hoje,

alber

2009-04-21

Sintaxe: há mais de uma maneira de ver e de indicar os constituintes imediatos!

[ [ [ As ] [ tribos] [ rubras ] ] [ [ fugiram ] ] ]

Brinquemos um pouco com a estrutura de uma frase de Flávia CARONE.

Primeiro, usando colchetes à maneira da autora:
"As tribos rubras da tarde rapidamente fugiram."
[ As tribos rubras de a tarde ] rapidamente fugiram.
[ As ] tribos rubras de a tarde
As tribos rubras [ de a tarde ]
As tribos rubras [ de ] a tarde
As tribos rubras [ de[ a ] tarde
[ As ] tribos rubras de a tarde [ rapidamente ] fugiram

Proceder assim:
a. Procurar duas partes que se articulam (notará, intuitivamente, que se relacionam) no todo da frase e pôr entre colchetes a que parece ser marginal, com relação à outra parte (que é o núcleo).
b. Transcrever sem colchetes para a linha abaixo, mantendo a posição na linha, trecho ainda não analisado (correspondente a dois ou mais vocábulos formais, a duas ou mais lexias).
c. Prosseguir com os passos (a) e (b) até que não só haja unidades sintáticas simples (com um único vocábulo formal, uma lexia).

O que acontece se você tentar classificar todos os constituintes na análise acima, estejam ou não entre colchetes, conforme o critério tradicional de função sintática (veja a lista de abreviaturas)?

Agora vamos analisar a mesma frase usando colchetes de forma econômica. Uma curiosidade e um desafio para você: mostre as indicações feitas pelos colchetes em uma árvore.
Em colchetes:
[O [SN [D As ] [N tribos ] [SA [ A rubras ] ] [SP [P de ] [SN [D a ] [N tarde ] ] ] ] [SV [SAdv [Adv rapidamente ] ] [V fugiram ] ] ]

Quer traçar a árvore? Siga as instruções.
a. A cada colchete de abertura "[" corresponde um nódulo de onde parte tantas linhas inclinadas ou vertical (se for só uma), sendo uma para cada dupla de colchetes contida imediatamente depois do colchete de onde você parte.
b. Logo depois do colchete de abertura que não será esgalhado (que não contém outros), vem a própria expressão da frase.
c. Há colchete de fechamento "]" quando se chega ao fim, para baixo, ou seja, logo depois de expressão da frase transcrita.
d. Logo depois de cada colchete de abertura podem vir rótulos que indicam as classificações conforme categoria estrutural (SN, N, D...) e função sintática (Su, Nu, AN...).